Print this page
quinta-feira, 31 janeiro 2019 11:49

Apple mostra 'mão pesada' a abuso do Facebook

Apple mostra 'mão pesada' a abuso do Facebook

A Apple não perdeu tempo a reagir à mais recente polémica que envolve a tecnológica de Mark Zuckerberg.
A Apple decidiu bloquear as apps internas do Facebook presentes no sistema operativo iOS. A medida faz sentir-se não só em versões iniciais das apps do Facebook, Instagram e Messenger mkas também em aplicações dos próprios colaboradores da empresa de Mark Zuckerberg.

Esta é a reação da Apple às notícias que davam conta que o Facebook reunia dados dos utilizadores através de uma app que não era distribuída através da App Store. A app em questão era enviada para os participantes do programa do Facebook e usava certificados especiais que, numa situação normal, apenas estão disponíveis para developers.

Para a Apple, a prática do Facebook é “uma clara violação do acordo” com a empresa e defende a medida como forma de “proteger os nossos utilizadores e os seus dados”. Diz o The Verge que este bloqueio da Apple está a ser visto de forma crítica dentro do Facebook, sendo de esperar que a situação venha a ter mais desenvolvimentos.

A Google não ficou indiferente a este ‘castigo’ aplicado ao Facebook, tomando a iniciativa de cancelar uma aplicação sua – a Screenwise Meter – que, tal como a do Facebook, também reúne dados voluntariamente dos utilizando certificados especiais.

“A app Screenwise Meter para iOS não devia ter operado como parte do programa de developers da Apple – isto foi um erro e pedimos desculpa. Devíamos ter bloqueado a app em dispositivos iOS. Esta app é completamente voluntária e sempre foi. Temos sido frontais com os utilizadores sobre a forma como usamos os seus dados nesta app, não acedemos a dados encriptados em apps e nos dispositivos e os utilizadores podem decidir sair do programa a qualquer momento”, pode ler-se no comunicado partilhado pela Google com o TechCrunch, que publicou a história original.

Lido 2176 vez(es)

Recomendados para si:

  • Catedral de messumba Niassa: PR procedeu à reinauguração da Paróquia na Vila de Metangula, distrito do Lago

    Reinauguração da Igreja de Messumba (2).jpg

    O Presidente da República participou, hoje, na entrega da Catedral de Messumba, já devidamente reabilitada, na província de Niassa.

    Trata-se de um edifício histórico, pertencente a Igreja Anglicana, onde, segundo Filipe Nyusi, foram forjados muitos nacionalistas que entregaram a sua juventude para libertar Moçambique do jugo colonial português.

     

  • Campanha eleitoral em Espanha começou hoje

    27370052.jpg

    A campanha eleitoral para as eleições de 10 de novembro próximo começou hoje às 00h, com as sondagens a indicarem a vitória do PSOE com menos de 30% dos votos e longe da maioria absoluta.
    Aquestão catalã está a dominar a pré-campanha desde que em finais de setembro o Rei de Espanha constatou a falta de apoios para investir um executivo minoritário do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol).

    Estas eleições são as quartas dos últimos quatro anos, o que mostra a dificuldade em encontrar acordos entre partidos para garantir um Governo estável.

    As sondagens indicam que tanto o bloco de partidos de esquerda (PSOE, Unidas Podemos e Mais País) como o de direita (PP, Cidadãos e Vox) não irão conseguir alcançar a maioria absoluta de deputados sem a ajuda dos votos dos partidos independentistas catalães, o que ninguém quer.

    A pré-campanha foi marcada pelo aumento da violência na Catalunha desde que em meados de outubro foi publicada a sentença de 12 dirigentes independentistas desta região espanhola responsáveis pela tentativa de autodeterminação de 2017.

    O PSOE, que estava a subir nas intenções de voto dos espanhóis, voltou a descer e PP e Vox (extrema-direita) têm subido alguns pontos nos últimos dias à custa de uma descida do Cidadãos (direita liberal).

    Segundo os observadores, a solução para que um Governo minoritário do PSOE tome posse deverá passar pela abstenção do PP e do Cidadãos na sessão de investidura do futuro executivo.

    As sondagens apontam para um aumento da abstenção, com os eleitores cansados de idas sucessivas às urnas.

  • Facebook começou a bloquear 'links' para o site de pirataria

    Pirate Bay.jpg

    A rede social exibe uma mensagem específica para todos os que partilharem ligações para o The Pirate Bay.

  • Facebook compra empresa que investiga controlo de computadores pela mente

    naom_5cad99c7ab788.jpg

    A empresa norte-americana Facebook anunciou hoje que alcançou um acordo para adquirir a companhia CTRL-Labs que se dedica à investigação de tecnologia que permite controlar computadores através de sinais neurológicos.
    Oacordo de aquisição foi anunciado através das redes sociais pelo vice-presidente do departamento para Realidade Virtual e Avançada da Facebook, Andrew Bosworth, que não forneceu os valores que envolvem o negócio.

    A estação de televisão norte-americana CNBC refere que o valor da operação deve situar-se entre os 500 e os 1.000 milhões de dólares.

    "A visão que temos para este projeto é o desenvolvimento de uma pulseira que permita às pessoas controlarem os seus aparelhos como uma extensão natural do movimento", disse Bosworth.

    O vice-presidente para a Realidade Virtual da empresa Facebook afirmou que a CTRL-Labs, com sede em Nova Iorque, vai passar a integrar o departamento Facebook Reality Labs, que desenvolve, entre outras, as aplicações de "realidade avançada".

    De acordo com Andrew Bosworth, o projeto vai permitir desenvolver uma pulseira capaz de descodificar sinais elétricos emitidos pelos neurónios compreendidos pelo computador depois de "traduzidos em sinais digitais".

    A nova tecnologia vai ser capaz de "partilhar uma fotografia com um amigo" depois de efetuado um movimento impercetível ou "simplesmente" porque o cérebro ordena "a intenção" de realizar a operação, acrescentou o mesmo responsável.

    O invento deve ser desenvolvido em breve e vai ser aplicado aos produtos de grande consumo.

    A CRTL-Labs já trabalha no desenvolvimento deste tipo de pulseiras que -- segundo o projeto -- convertem sinais neurológicos em sinais digitais capazes de "controlar os aparelhos através da mente", apesar da tecnologia estar ainda em fase de desenvolvimento.