Funcionários da Saúde aprendem linguagem de sinais para melhor interacção

Hospital Central de Maputo quer melhorar a comunicação entre profissionais de saúde e os utentes de comunicação verbal.
Para isso introduziu a formação em língua de sinais junto das diferentes classes profissionais.
Médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar e administrativos estão envolvidos na aprendizagem da língua de sinais. Pretende-se assim, maior inclusão no acesso aos serviços de saúde principalmente naqueles que têm limitações na comunicação.
Num processo que será gradual o Hospital Central de Maputo conta, numa primeira fase com o apoio de alguns profissionais que conhecem a língua de sinais.
O maior hospital do país tem um plano maior que é formar oitenta profissionais para garantir uma maior comunicação com utentes com dificuldades de comunicação verbal.
Ler maisCasos de malária em Inhambane: Mais de quarenta por cento da população contraiu a doença este ano

Mais de quarenta por cento da população de Inhambane contraiu malária este ano, facto que coloca a província com umas das mais elevadas taxas de prevalência da doença em Moçambique. As autoridades de saúde recomendam o reforço das medidas de prevenção para controlar a doença.
Ler maisCombate ao HIV e Tuberculose: Até 2020 MISAU quer reduzir até a metade novos casos de infecções

Moçambique é classificado, pela Organização Mundial da Saúde, como fazendo parte dos países com alta carga de HIV e de Tuberculose.
Números indicam actualmente para 356 novas infecções por dia.
O sector da saúde definiu como meta, reduzir para metade de casos de infecções diária até 2020.
Ler maisAssociação Farmacêutica de Moçambique: Agremiação homenageou Ivo Garrido, antigo Ministro da Saúde

Paulo Garrido diz que a formação de quadros para o sector de farmácias no país não anda bem.
O antigo Ministro da Saúde diz haver licenciados a receberem diplomas sem nunca terem entrado num laboratório de medicina geral.
Garrido falava ontem, em Maputo, depois de ser homenageado pela Associação dos Farmacêuticos de Moçambique que organiza o Primeiro Congresso.
Ler maisMalária provocou 803 óbitos de Janeiro a Setembro

A malária provocou a morte de 803 pessoas durante o período compreendido entre Janeiro e Outubro do corrente ano, em cerca de seis milhões de casos notificados, contra 963 óbitos em igual período de 2017, o que corresponde a uma redução de 21 por cento.
Os dados foram divulgados pela porta-voz do Ministério da Saúde (MISAU), Lídia Chongo, em conferência de imprensa havida ontem, em Maputo, que tinha por objectivo apresentar e avaliar o grau de preparação do sector face ao actual período e apresentar o quadro epidemiológico do país.
“Do dia 01 de Janeiro até ao dia 30 de Setembro do ano em curso foram notificados, cumulativamente, 6.062.408 casos e 803 óbitos, contra 6.225.957 casos e 963 óbitos do mesmo período de 2017, o que representa uma redução de três por cento no número de casos e uma redução de 21 por cento no número de óbitos”, afirmou Chongo, citado pela AIM.
A fonte anunciou que para o caso da cólera foram registados na época chuvosa anterior um total de 810 casos, dos quais 649 na província Cabo Delgado e 161 em Nampula, onde foram notificados quatro óbitos.
“Até ao momento o país não tem casos de cólera e continuam as actividades de preparação para a resposta a um eventual surto, desde os alertas às províncias e preparação das equipas de resposta rápida”, sublinhou a fonte.
Com relação a doenças diarreicas foram registados 475.666 casos, de Janeiro a Outubro do corrente ano, que resultaram em 124 óbitos, contra 531.893 casos com 182 óbitos de 2017, o que corresponde a uma redução de 11 por cento no número de casos e de 47 por cento no número de óbitos.
Face à época chuvosa que se aproxima, o MISAU apela à sociedade em geral para redobrar os esforços de prevenção a doenças e respeitar as recomendações que são deixadas pelos agentes da saúde.
“A época chuvosa vai de Outubro a Março e neste período há um maior risco de aparecimento e agravamento de algumas doenças, como diarreias, malária, hipertensão arterial, entre outras”, disse Chongo.
Por isso, o MISAU recomenda o reforço das medidas de prevenção destas doenças através de ingestão de muitos líquidos para evitar a desidratação, redução do consumo de sal, lavagem das mãos com sabão ou cinza antes e depois das refeições.
