WhatsApp pressionado a entregar mensagens encriptadas

Teve lugar uma conferência de dois dias entre os EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
Aplicações de mensagens encriptadas como o WhatsApp podem vir a ser alvo de maior pressão da parte das autoridades para entregarem informação sobre as conversas a terem lugar nas suas plataformas.
Parece ser esta a ideia saída da conferência ‘Five Eyes’ (‘Cinco Olhos’), que reuniu à mesa representantes dos EUA, Reino Unido, Canadá e Nova Zelândia e onde participaram ainda grandes empresas tecnológicas como a Google, a Microsoft, o Snap e o Twitter. O Facebook – detentor do Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger – também participou.
As cinco nações que participaram não pediram por ‘acesso de traseiras’ a apps encriptadas mas enalteceram que seriam alvo de um maior escrutínio. “Devemos garantir que não ficamos à espera à medida que avanços em tecnologia cria espaços onde o pior tipo de atividade criminal fica por detetar e punir”, apontou William Barr, dos EUA.
Ler maisFacebook diz não ser responsável por conteúdo "considerado falso"

Consideração pode ser lida em carta enviada por executivo da empresa tecnológica.
Nos últimos anos tem-se debatido a influência de desinformação disseminada pelas redes sociais em atos eleitorais, com uma das plataformas mais criticadas a ser o Facebook. Apesar disto, a empresa de Mark Zuckerberg não parece interessada em fazer parte da discussão, com o vice-presidente do Facebook na região da Ásia e Pacífico. Simon Milner, a dizer que a moderação de conteúdo falso não é uma responsabilidade da empresa.
A consideração de Milner foi verificada pelo The Guardian Australia numa carta enviada pelo próprio ao partido Trabalhista da Austrália, em resposta ao pedido do dirigente político Noah Carroll de ver removida uma notícia falsa sobre a intenção do partido voltar a implementar o chamado ‘imposto de morte’. De recordar que este imposto foi abandonado nos anos 1970.
“Percebo que a sua preferência seria que o Facebook removesse todo o conteúdo que acredite tratar-se de desinformação – o que neste caso significa todo o conteúdo sobre se o partido Trabalhista pretende ou não introduzir o ‘imposto de morte’ – em vez de o despromover; porém, o Facebook apenas remove conteúdo que viole as normas da nossa comunidade”, escreve Milner. “Não concordamos que o nosso papel deva ser remover conteúdo que um lado do debate político considere falso”.
A carta foi enviada antes das eleições federais da Austrália deste ano, em maio. Apesar da resposta e de negar remover o conteúdo, Milner colocou-se à disposição para ajudar a moderar as eleições.
Ler maisFacebook quer dar-lhe a capacidade de escrever com a mente

O projeto foi anunciado em 2017 e a equipa parece ter feito o seu primeiro grande avanço.
Não satisfeito em ter as plataformas digitais mais populares da atualidade, o Facebook quer ainda inovar na forma como interage com elas. Um dos projetos atualmente em andamento na tecnológica de Mark Zuckerberg tem como objetivo dar às pessoas a capacidade de escreverem apenas com o poder da mente.
Este projeto começou por ser anunciado em 2017 mas pode ter tido o seu primeiro grande avanço. De acordo com uma publicação da equipa no Nature Communications, um computador conseguiu transcrever o discurso de um participante apenas recorrendo à atividade cerebral do mesmo.
Os investigadores admitem que apenas foi possível reconhecer um número limitado de palavras e frases mas mostram-se animados para futuras experiências, sendo que o objetivo final é que o sistema consiga descodificar 100 palavras por minuto a cada mil palavras com uma taxa de erro inferior a 17%.
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