Com olhares no Facebook, são cada vez mais os que apontam o dedo à Google

A tecnológica de Mountain View reúne muito mais dados sobre os internautas que a rede social de Mark Zuckerberg.
O escândalo da Cambridge Analytica colocou os ‘holofotes’ no Facebook, com muitos críticos a virem ao de cima criticar a forma como a rede social reúne e faz a gestão dos dados privados dos seus utilizadores. Ao mesmo tempo que continuam as críticas a Mark Zuckerberg e companhia, são cada vez mais os que apontam o dedo à Google pelos mesmos ‘pecados’.
Como conta o The Wall Street Journal, a tecnológica de Mountain View reúne ainda mais dados sobre os internautas que o Facebook. Não acredita? Basta pensar que a Google detém não só o motor de busca como ainda o navegador Chrome, o sistema operativo mobile Android, o YouTube, o Maps, o Gmail e tantos outros serviços.
O motivo para esta falta de atenção à Google prende-se com o facto de empresa não estar na origem de nenhum escândalo semelhante ao que o Facebook se viu envolvido recentemente.
Porém, diz o The Mail on Sunday que a Google reúne mais de 570 mil páginas A4 de dados sobre os seus utilizadores durante o período de um ano. São estimativas mas, ainda assim, não deve ser ignorado.
Ler maisOs seus dados de entrada no Facebook podem ter sido comprometidos

Não se trata de uma invasão de privacidade mas sim de uma vulnerabilidade nos sites que permitem usar o ‘login’ da rede social.
O Facebook confirmou ao TechCrunch que está a investigar a possibilidade dos dados de entrada de alguns dos seus utilizadores terem sido comprometidos por via de ‘trackers’ JavaScript implementados em sites que permitam usar o ‘login’ da rede social.
Entre os dados que podem ter sido obtidos por estes trackers encontram-se o nome, endereço de e-mail, faixa etária, género, localização e fotografia de perfil, desconhecendo-se no entanto qual é o objetivo maior com a obtenção destas informações.
Em reação, o Facebook afirmou que a prática de reunir dados dos utilizadores do Facebook desta forma “é uma violação direta das políticas” da rede social e admite ter tomado “ação imediata ao suspender a capacidade de ligar Ids de utilizadores para aplicações específicas”.
Ler maisApple em risco de continuar a depender da Samsung

Os rumores indicam que a LG não está a conseguir alcançar as metas de produção desejadas pela Apple.
A Apple poderá ver-se obrigada a recorrer novamente à Samsung para ter o fornecimento que deseja de ecrãs com tecnologia OLED, os mesmos que se podem encontrar no iPhone X e que alegadamente levaram ao preço elevado que desmotivou os consumidores e fãs da Apple a adquirirem este modelo.
Foi com o objetivo de reduzir o preço dos seus iPhone deste ano com ecrã OLED – que, de acordo com os rumores, serão dois dos três modelos planeados – a Apple ter-se-á dirigido à LG mas, de acordo com o The Wall Street Journal, parece que a relação não está a correr como esperado. Ao que parece, a LG tem tido problemas de produção que a levam a não conseguir alcançar as metas de produção estabelecidas.
Com a produção em massa dos iPhone deste ano a ter início em julho, é possível que a Apple tenha de tomar a decisão (difícil) de voltar a recorrer à Samsung para ter unidades suficientes dos novos modelos para comercializar.
Ler mais"Ninguém pode estar contra algo que impede a violação da privacidade"

O presidente do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), Rui Oliveira, afirmou hoje que a privacidade dos cidadãos é "essencial" e que concorda "em absoluto" com as novas regras para proteção de dados.
"Ninguém pode estar contra algo que impede a violação da privacidade de alguém", disse à Lusa o docente da Universidade do Minho, a propósito da 13.ª edição da EuroSys (European Conference on Computer Systems), uma conferência sobre sistemas informáticos que inicia hoje, no Palácio do Freixo (Porto).
O novo Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), que entra em vigor em 28 de maio e que resulta da implementação de um regulamento europeu, criado em maio de 2016, obriga a que as instituições e as empresas tomem medidas no que se refere à proteção da privacidade dos cidadãos.
Segundo o também presidente da comissão organizadora da EuroSys 2018, embora "toda a gente esteja sensibilizada para o problema e para aquilo que se vai deixar de poder fazer", ainda não foram encontradas as soluções para o solucionar.
Cabe aos cientistas informáticos "a missão e a responsabilidade de desenvolver novas formas de sobrepor isso, sem violar a privacidade das pessoas", indicou.
"Como se consegue servir as pessoas, através de um sistema informático, sem violar a sua privacidade? Como se consegue prestar um serviço sem ter que saber mais do que se deve das pessoas? Ou, então, como se consegue tratar e analisar um conjunto de dados das pessoas, que não se possa ver?", indagou.
O presidente do INESC TEC acredita que isso é possível, embora acarrete "desafios muito grandes".
"Estamos à frente de todo o mundo, ao nível da defesa da privacidade. Os asiáticos estão a aprender connosco, os americanos estão assustados connosco. Espero que isso também nos permita ficar à frente nas soluções, que sejamos nós a encontrá-las", frisou.
Para o docente, além das questões relacionadas com a cibersegurança, também a 'data science' - "capacidade de, hoje em dia, se conseguir tratar conjuntos muito grandes de dados para lhes extrair valor, em tempo útil" -, é dos "maiores desafios atuais" nesta área.
"Temos informação que é gerada em todo lado, em todos os formatos, e se não tivermos capacidade de analisar essa informação, de a centrar, tirar o lixo para um lado e ficar só com o que vale a pena, extraindo daí valor, estamos a perder um potencial económico muito grande", referiu.
De acordo com Rui Oliveira, sem a análise de grandes conjuntos de dados, a própria cibersegurança está ameaçada.
Na EuroSys, orientada para sistemas e ferramentas "já muito perto de virem a ser utilizadas, a curto e médio prazo", são apresentadas ideias, resultados científicos e testes, que "vão ter impacto na sociedade e na economia", contou o presidente da comissão organizadora do evento, que envolve o INESC TEC e a Universidade do Minho.
"A EuroSys é a maior conferência em sistemas computacionais na Europa e uma das três melhores do mundo", indicou o professor, salientando que os resultados que figuram no programa do evento "são sempre inovadores, de grande relevância e impacto".
Com cerca de 300 participantes, o evento, que finaliza na quinta-quinta, abordará os sistemas de 'software' de investigação e desenvolvimento, 'hardware' e aplicações.
Nesta edição, apoiada pelas empresas VMWare, Microsoft, RedHat, Facebook, Oracle, NATIXIS, IBM Research, Google, OutSystems e Maxdata, serão apresentados 43 artigos científicos.
Ler maisApple é agora 100% movida a energia renovável

A tecnológica de Cupertino publicou o seu Environment Responsibility Report de 2018.
A Apple publicou o seu Environment Responsibility Report relativo a 2018 e nele revela que todas as suas instalações – incluindo escritórios, lojas e data centers – fazem uso de energia renovável.
“Provável que 100% renovável é 100% executável”, afirma a Apple em comunicado. “Mas este é apenas o início de como estamos a reduzir as emissões de gases de efeito de estufa que contribuem para as alterações climáticas. Vamos continuar a ir além do que a maioria das empresas faz na medição da nossa pegada de carbono, incluindo o fabrico e uso de produtos. E estamos a fazer progressos também nessas áreas”.
A Apple aproveita o seu relatório ambiental para definir áreas de atuação para o futuro, indicando que apostará no armazenamento de energia à medida que explora novos mercados. Além disso, a ‘Empresa da Maçã’ também espera tornar as caixas dos seus produtos mais leves, isto para que seja consumido menos combustível no transporte das mesmas.
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