Imperador do Japão expressa "profundo pesar" por atos de guerra do país

O imperador Naruhito do Japão expressou hoje "profundo pesar" pelos atos de guerra japoneses, no primeiro discurso na data que assinala o aniversário do final da Segunda Guerra Mundial.
"Ao olhar para o longo período de paz do pós-guerra, e ao refletir sobre o nosso passado, com sentimentos de profundo pesar, espero sinceramente que os estragos da guerra nunca mais se repitam", disse Naruhito, durante as cerimónias do 74.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.
No evento, realizado no estádio Nippon Budokan, em Tóquio, perante mais de seis mil pessoas, incluindo representantes do Governo, políticos e familiares das vítimas, Naruhito também expressou "profunda tristeza" pelas vítimas mortais do conflito.
"Rezo pela paz no Japão e por mais desenvolvimento", acrescentou o imperador japonês.
Cerca de 80% dos participantes da cerimónia tinham mais de 70 anos.
As palavras de Naruhito, acompanhado pela imperatriz Masako, seguiram-se após um minuto de silêncio em memória dos mortos e de um discurso do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.
"Nunca esqueceremos que a paz e a prosperidade de que desfrutamos foram construídas com o sacrifício das vítimas da guerra. (...) A guerra não deve ser repetida. Essa promessa não mudou", disse Abe.
O Japão continua a "lembrar-se profundamente das lições da história", sublinhou.
Ler maisEncontrados corpos em cemitério clandestino usado por milícias no Brasil

Autoridades brasileiras descobriram oito corpos, alguns deles mutilados, num cemitério clandestino no Rio de Janeiro, Brasil, que teria sido usado por milícias, afirmaram fontes oficiais na quarta-feira.
Os restos mortais, entre ossadas e alguns corpos em estado de decomposição, foram descobertos num túmulo na cidade de Belford Roxo, município localizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, numa área assolada pela violência.
Marcas de tiros foram identificadas na maioria dos corpos e alguns encontravam-se desmembrados, disse o comissário Moyses Santana Gomes em declarações à imprensa local.
O cemitério clandestino foi descoberto devido a uma denúncia anónima que alegou que a terra em questão estava a ser usada pela milícia da região de Nova Aurora, no Rio de Janeiro.
Esta não é a primeira vez que as autoridades encontram um túmulo clandestino. Em julho passado foi descoberto um outro cemitério ilegal com 17 corpos no município de Itaboraí, na mesma região metropolitana.
Segundo a polícia, o grupo que opera em Itaboraí está ligado à milícia que controla uma ampla região no oeste do Rio de Janeiro, conhecida como Curicica, liderada por Orlando Oliveira de Araújo, mais conhecido como Orlando Curicica, que se encontra preso desde outubro 2017 num estabelecimento prisional de segurança máxima.
A milícia de Curicica foi reportada como suspeita de ter participado no assassinato da vereadora e ativista dos direitos humanos Marielle Franco, no ano passado.
As autoridades locais estimam que as milícias controlam cerca de um quarto do território do Estado do Rio de Janeiro.
Com início na década de 1990, as milícias eram compostas, principalmente, por ex-polícias, bombeiros e militares que queriam combater a ilegalidade nos seus bairros.
Durante anos, chegaram a ser elogiadas por políticos, incluindo o agora Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, um ex-capitão do exército que, como deputado, pediu a legalização das milícias em 2008.
No entanto, os seus métodos brutais e áreas de controlo expandiram-se até aos dias de hoje e, segundo especialistas em segurança, estes grupos criminosos estão envolvidos em extorsão, negócios ilícitos e até homicídios.
Atualmente, alguns especialistas em crime argumentam que as milícias são a maior ameaça à segurança do Rio de Janeiro e que os seus métodos estão a ser copiados noutras cidades brasileiras.
As autoridades judiciais do Rio de Janeiro criaram na semana passada um tribunal especial de juízes "sem rosto", cujas identidades estão sob sigilo, para julgar milícias, narcotraficantes e responsáveis por branqueamento de capitais.
Autoridades brasileiras descobriram oito corpos, alguns deles mutilados, num cemitério clandestino no Rio de Janeiro, Brasil, que teria sido usado por milícias, afirmaram fontes oficiais na quarta-feira.
Os restos mortais, entre ossadas e alguns corpos em estado de decomposição, foram descobertos num túmulo na cidade de Belford Roxo, município localizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, numa área assolada pela violência.
Marcas de tiros foram identificadas na maioria dos corpos e alguns encontravam-se desmembrados, disse o comissário Moyses Santana Gomes em declarações à imprensa local.
O cemitério clandestino foi descoberto devido a uma denúncia anónima que alegou que a terra em questão estava a ser usada pela milícia da região de Nova Aurora, no Rio de Janeiro.
Esta não é a primeira vez que as autoridades encontram um túmulo clandestino. Em julho passado foi descoberto um outro cemitério ilegal com 17 corpos no município de Itaboraí, na mesma região metropolitana.
Segundo a polícia, o grupo que opera em Itaboraí está ligado à milícia que controla uma ampla região no oeste do Rio de Janeiro, conhecida como Curicica, liderada por Orlando Oliveira de Araújo, mais conhecido como Orlando Curicica, que se encontra preso desde outubro 2017 num estabelecimento prisional de segurança máxima.
A milícia de Curicica foi reportada como suspeita de ter participado no assassinato da vereadora e ativista dos direitos humanos Marielle Franco, no ano passado.
As autoridades locais estimam que as milícias controlam cerca de um quarto do território do Estado do Rio de Janeiro.
Com início na década de 1990, as milícias eram compostas, principalmente, por ex-polícias, bombeiros e militares que queriam combater a ilegalidade nos seus bairros.
Durante anos, chegaram a ser elogiadas por políticos, incluindo o agora Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, um ex-capitão do exército que, como deputado, pediu a legalização das milícias em 2008.
No entanto, os seus métodos brutais e áreas de controlo expandiram-se até aos dias de hoje e, segundo especialistas em segurança, estes grupos criminosos estão envolvidos em extorsão, negócios ilícitos e até homicídios.
Atualmente, alguns especialistas em crime argumentam que as milícias são a maior ameaça à segurança do Rio de Janeiro e que os seus métodos estão a ser copiados noutras cidades brasileiras.
As autoridades judiciais do Rio de Janeiro criaram na semana passada um tribunal especial de juízes "sem rosto", cujas identidades estão sob sigilo, para julgar milícias, narcotraficantes e responsáveis por branqueamento de capitais.
Ler mais
Japão prepara-se para passagem do ciclone tropical Krosa

O ciclone tropical Krosa está hoje a aproximar-se das costas do Japão, onde as autoridades alertaram os cidadãos para os riscos de chuvas diluvianas e de ventos violentos.
Às 01h00 tmg (mais uma hora em Lisboa), esta depressão encontrava-se pelo menos a 300 quilómetros a sudeste da ilha de Tanegashima, situada a sul das principais ilhas do arquipélago japonês.
Estas últimas deverão ser diretamente atingidas na quinta-feira.
As previsões apontam para chuvas torrenciais, com elevado risco de inudações, marés de tempestade e aluimentos de terra, de acordo com os especialistas da agência de meteorologia japonesa.
As empresas de transportes decidiram já anular várias ligações aéreas e ferroviárias de alta velocidade, previstas durante o dia, e também na quinta-feira.
Vários torneios desportivos, bem como outros eventos, foram já encurtados ou suspensos.
O Japão regista, por ano, a passagem de uma dezena de tufões.
Ler maisEx-primeiro-ministro poderá candidatar-se à Presidência de Cabo Verde

O ex-primeiro-ministro cabo-verdiano José Maria Neves disse hoje que é uma "possibilidade muito forte" ser candidato a Presidente da República nas eleições de 2021, garantindo que já está "a trabalhar para transformar essa possibilidade em certeza".
"Eu diria que hoje a possibilidade é muito mais forte de ser candidato a Presidente da República. É uma possibilidade forte, estou a trabalhar para transformar essa possibilidade em certeza e hoje essa possibilidade é muito mais forte do que era antes", afirmou José Maria Neves, admitindo, ainda assim, que está em processo de "reflexão".
Em entrevista à agência Lusa, na cidade da Praia, o ex-primeiro-ministro (2001-2016) e ex-líder do Partido Africano da independência de Cabo Verde (PAICV), recordou que uma candidatura presidencial em Cabo Verde, "hoje mais do que nunca, é muito exigente", face aos "desafios atuais", nacionais e internacionais, mas admite que os cabo-verdianos precisam de "um líder da Nação".
"Uma candidatura presidencial tem de ser suprapartidária, então vai exigir um trabalho mais alargado, mais amplo. Mas estou nesta fase a trabalhar para transformar essa possibilidade numa certeza", reforçou José Maria Neves, 59 anos, atualmente professor universitário.
Defendeu que o país "precisa de um árbitro, capaz de unir os cabo-verdianos" e de "romper" com a "forte crispação política" atual.
"Que possa trabalhar para reforçar a confiança mútua entre os diferentes partidos políticos cabo-verdianos e que possa ser efetivamente, pela sua influência, pelo seu poder de mensagem, um moderador de todo o sistema político cabo-verdiano. Capaz de conciliar, de advertir quando for necessário, mas sobretudo capaz de integrar, de unir, de estabelecer pontes, compromissos e de mobilizar a Nação para enfrentar com sucesso os desafios", afirmou.
Características de consenso que diz possuir: "Sim, veja que eu fui durante 15 anos jogador [primeiro-ministro] e enquanto jogador isso permitiu-me adquirir experiências, ter contactos com árbitros, com treinadores, etc. E hoje permite-me ter uma experiência com tudo o que consegui enquanto jogador no campo político, e um pouco treinador também, enquanto líder de um partido e da maioria, isso vai permitir-me ser com certeza um bom árbitro", vaticinou.
A dois anos das eleições, José Maria Neves, um dos históricos do PAICV, hoje o maior partido da oposição, afirma que para já pretende "continuar a analisar a evolução da situação política" do país e o "comportamento dos diferentes partidos políticos".
Questionado pela Lusa, José Maria Neves assume que para esta candidatura será "essencial" ter o apoio do PAICV, mas também de outros partidos.
"Acho que tendo sido dirigente do PAICV, tendo sido também por quase 40 anos militante do PAICV, acho que seria quase que natural esse apoio, mas isso vai depender dos órgãos do partido. Mas eu gostaria que, se me candidatasse, que essa candidatura fosse suprapartidária", insistiu.
Cabo Verde deverá realizar eleições presidenciais na segunda metade de 2021, às quais já não concorre Jorge Carlos Fonseca, que cumpre o segundo mandato como Presidente da República.
José Maria Neves, que é presidente da fundação com o mesmo nome, que criou em 2017, na cidade da Praia, afirma que Cabo Verde tem hoje uma "grande ânsia" e "está expectante e ansioso", clima que envolve os partidos, os líderes locais, a sociedade civil e os cidadãos, passando ainda pela diáspora e pelos empresários.
"Os cabo-verdianos precisam de alguém que, com alguma efetividade, possa trabalhar todas essas dimensões para o futuro. Acho que posso dar uma boa contribuição enquanto árbitro, se me candidatar e for eleito Presidente da República", concluiu.
Ler mais'Ocean Viking' faz novo resgate e tem agora 356 migrantes a bordo

O navio humanitário 'Ocean Viking' resgatou hoje 105 migrantes nas águas internacionais ao largo da Líbia, tendo agora a bordo 356 pessoas que aguardam um porto seguro para desembarcar, relatou a agência France Presse (AFP) a partir da embarcação.
Ler mais