Irão anuncia reunião extraordinária para salvar acordo de Viena
Tempestade no norte da Índia fez pelo menos 33 mortos
OMS decreta estado de emergência na RDCongo devido ao Ébola

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou hoje o estado de Emergência Internacional na República Democrática do Congo (RDCongo) depois da reunião do Comité de Emergência para avaliar a evolução da epidemia do Ébola.
A notícia foi divulgada através da conta de Twitter da organização e aponta as preocupações com a expansão geográfica da doença como fundamento para esta decisão.
A decisão foi tomada depois de se confirmar que a doença já tinha chegado a Goma, a cidade mais povoada e estratégica de todas as afetadas até agora, e que está a 20 quilómetros da fronteira com o Ruanda, o que aumenta o risco de uma propagação da epidemia.
O comité tem a missão de fazer uma recomendação formal ao diretor-geral da OMS, se é para manter o nível de alerta atual ou se será para elevá-lo, declarando emergência sanitária internacional, face à crise do Ébola, que já provocou 1.676 mortos, registando 12 novos casos a cada dia.
Este surto, o segundo mais mortífero na história, é apenas ultrapassado pela epidemia que entre 2014 e 2016 atingiu a África Ocidental e que matou mais de 11.300 pessoas.
Ler maisMorreu cantor e activista Johnny Clegg

Combatia, desde 2015, um cancro no pâncreas, mas esta terça-feira o músico e activista sul-africano Johnny Clegg morreu em Joanesburgo, aos 66 anos.
De acordo com o empresário de Clegg, o compositor morreu ao lado da família. Misturou como ninguém os ritmos zulus com estilos ocidentais que o tornaram conhecido à escala internacional como o "Zulu branco."
Foi uma figura activa do movimento anti-apartheid e compôs uma música em homenagem a Nelson Mandela, o mesmo que o surpreendeu num concerto em Frankfurt. Clegg cantava na altura uma música que exigia a libertação de Mandela.
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Homem que matou três vizinhos por vingança executado na China

Um homem no noroeste da China foi hoje executado após ter sido condenado por assassinar três vizinhos, numa aparente vingança pela morte da mãe há vinte anos, em mais um ataque naquele país por motivos de ódio.
O Supremo Tribunal Popular, na província de Shaanxi, condenou à pena de morte Zhang Koukou, pelo homicídio de três homens - dois irmãos e o respetivo pai -, com o sobrenome Wang.
O tribunal revelou que o conflito entre as duas famílias remonta a 1996, quando uma disputa entre a mãe de Zhang e um dos irmãos, Wang Zhengjun, então com 17 anos, resultou numa lesão fatal.
Wang foi então condenado a sete anos de prisão.
Durante o feriado do Ano Novo Lunar, a maior festa das famílias chinesas, no ano passado, Zhang esfaqueou os três homens até à morte.
A sentença provocou várias reações na internet chinesa, com alguns internautas a elogiarem Zhang por ter vingado a morte da mãe.
A China tem registado vários incidentes do género, normalmente ligados a pessoas com problemas psicológicos ou ressentimentos com vizinhos ou a sociedade em geral.
No início deste ano, um ataque com faca a um grupo de pedestres, no sudeste da China, fez pelo menos um morto e dezanove feridos, enquanto vinte crianças ficaram feridas numa outra ação perpetrada por um homem numa escola primária em Pequim.
A lei chinesa proíbe rigorosamente a venda e posse de armas de fogo, pelo que os ataques são geralmente feitos com facas, explosivos de fabrico artesanal ou por atropelamento.
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