China é o país do mundo com mais mortes devido ao álcool
A China é o país do mundo com mais mortes relacionadas com o consumo de álcool, entre ambos homens e mulheres, com o total de óbitos a superar os 700 mil, segundo uma publicação médica.
Em 2016, morreram na China 650 mil homens e 59 mil mulheres devido ao consumo de álcool, revela um estudo publicado na revista médica "The Lancet".
O AVC hemorrágico, causado pelo rompimento de uma artéria cerebral, é a principal causa de morte devido ao álcool, entre os homens chineses.
Outras doenças relacionadas com o consumo de bebidas alcoólicas incluem AVC isquémico, que é a falta de sangue numa região do cérebro, hipertensão ou epilepsia.
O estudo estima que um em cada três habitantes do planeta é consumidor de álcool e que, todos os anos, há cerca de 2,8 milhões de mortes devido ao álcool.
A nível global, o consumo ocupa o primeiro lugar nos fatores de risco de morte prematura e doença, entre população com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos.
O artigo conclui que tomar uma bebida alcoólica por dia aumenta, por ano, em 0,5%, o risco de padecer de um problema de saúde, o que "põe fim ao mito de que uma pequena quantidade de álcool por dia pode ser benéfica".
A China é o país mais populoso do mundo, com cerca de 1.400 milhões de habitantes.
Ler maisAlerta de tsunami na Nova Caledónia, Vanuatu e Fiji após sismo

O arquipélago francês da Nova Caledónia, Vanuatu e as ilhas Fiji, poderá ser atingido por vagas de tsunami com cerca de um metro após um forte sismo registado hoje no Pacífico, admitiram os sismologistas.
Um tremor de terra de magnitude 7,1 foi registado a cerca de 230 quilómetros a Este da Nova Caledónia.
"As vagas podem ultrapassar entre 30 centímetros a um metro o nível do mar", indicou o Centro de Alerta de Tsunamis no Pacífico.
Um terramoto de magnitude 7,1 foi registado a sudeste das Ilhas da Lealdade, um arquipélago do território francês da Nova Caledónia, sem causar danos ou risco sério de tsunami, segundo as primeiras informações transmitidas pelas autoridades.
Ler maisONG francesas condenam declarações do Papa sobre homossexualidade

As associações de defesa dos direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais) em França criticaram hoje as propostas "irresponsáveis" defendidas no domingo pelo papa Francisco sobre o recurso à psiquiatria para pais que constatem orientações homossexuais nas crianças.
A um jornalista que questionou o papa sobre o que diria aos pais de crianças com orientações homossexuais, o pontífice respondeu que há "muitas coisas a fazer pela psiquiatria, para ver como são as coisas".
O papa falava no avião que o transportou no regresso de Dublin a Roma.
"Condenamos esta proposta que recupera a ideia de que a homossexualidade é uma doença. Ora, se há uma doença é esta homofobia enraizada na sociedade que persegue as pessoas LGBT", reagiu Clémence Zamora-Cruz, porta-voz da Inter-LGBT, citado pela AFP.
Estas palavras são "chocantes" porque "afetam as crianças", acrescentou, frisando que os estudos demonstram que o risco de suicídio "é mais elevado do que a média entre os jovens LGBT".
"Graves e irresponsáveis", estas propostas "incitam ao ódio contra as pessoas LGBT nas nossas sociedades, já marcadas por níveis elevados de homofobia e de transfobia", disse, por seu lado, a SOS Homophobie via Twitter.
Ler maisMcCain teve um papel importante na normalização EUA/Vietname

O antigo embaixador vietnamita em Washington Nguyen Quoc Cuong, assinalou hoje o papel importante desempenhado pelo senador John McCain, que morreu no sábado, na normalização das relações entre os Estados Unidos e o Vietname.
McCain passou mais de cinco anos como prisioneiro de guerra no país comunista e foi torturado, depois de o seu avião ter sido abatido, em 1967, durante uma missão de bombardeamento no norte do Vietname.
Coung escreveu na sua página na rede social Facebook que o senador sentia orgulho no monumento no Lago Truc Back, em Hanói, que assinala o local onde o seu jato foi abatido e ele, com fraturas nos dois braços e no joelho direito, foi feito prisioneiro.
O diplomata recordou ainda que McCain pediu aos vietnamitas para corrigirem a inscrição que o identificava como piloto da Força Aérea em vez da Marinha.
McCain terá expressado, segundo Coung, a preocupação de que, depois dele e do senador John Kerry terem morrido, uma nova geração de parlamentares não compreendesse completamente a atenção que dedicavam às relações entre os Estados Unidos e o Vietname, tendo feito questão em trazer jovens deputados com ele nas suas visitas ao país do sudeste asiático.
O senador republicano que morreu no sábado, aos 81 anos, vítima de um cancro no cérebro tornou-se uma figura pública aos 31 anos quando a sua imagem deitado numa cama foi transmitida do Vietname do Norte em 1967.
Durante as primárias republicanas, o presidente norte-americano, Donald Trump, chocou ao afirmar que McCain não era um soldado heroico, pois tinha sido capturado.
Para Alvin Townley, autor de "Defiant", livro sobre os prisioneiros de guerra norte-americanos detidos em Hoa Lo, prisão onde esteve McCain, este "será sempre o símbolo do prisioneiro de guerra norte-americano" e essa "experiência é inseparável do nome de John McCain e da sua pessoa".
O senador destacou-se também na reconciliação entre os dois países, atualmente aliados.
McCain deslocou-se por diversas vezes ao Vietname após o restabelecimento dos laços diplomáticos em 1995, regressando mesmo à prisão onde esteve -- agora uma popular atração turística -- para um encontro com um antigo guarda.
Tran Trong Duyet, 85 anos, antigo diretor de Hoa Lo, declarou-se "triste" com a morte do seu antigo prisioneiro.
"Se puder envie as minhas condolências à família dele", adiantou em declarações à agência France Presse no sábado.
Ler maisMorreu o senador republicano norte-americano John McCain

O senador republicano norte-americano John McCain morreu no sábado, vítima de um cancro no cérebro, um dia depois da sua família ter anunciado que o senador tinha decidido parar com o tratamento da doença.
O herói de guerra, candidato às eleições dos Estados Unidos contra Barack Obama, morreu aos 81 anos.
"O senador John Sidney McCain III faleceu às 16:48 do dia 25 de agosto de 2018. A sua mulher Cindy e a sua família estavam junto do senador quando ele morreu", declarou o gabinete do senador republicano em comunicado.
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