Boeing reconhece que sensor pode estar na origem de queda de avião

A Boeing reconheceu implicitamente na quarta-feira que um sensor pode estar na origem do acidente com um 737 da transportadora Lion Air que caiu na Indonésia e atualizou as instruções para companhias aéreas confrontadas com o mesmo problema.
Em paralelo, a FAA (regulador aéreo norte-americano) ordenou aos operadores do 737-8 e 737-9 em todo o mundo para proceder de imediato à revisão preconizada pelo construtor, porque a falha detetada pode causar uma perda de altitude e os pilotos podem ter graves dificuldades em manter o controlo do aparelho.
A Boeing explicou em comunicado, citado pela AFP, que os pilotos do voo que se despenhou na semana passada no mar de Java, provocando 189 mortos, podem ter recebido falsas indicações do sistema de informação do aparelho, antes do acidente, de acordo com os primeiros elementos da caixa negra encontrada, que registou os parâmetros de voo.
A Boeing publicou uma atualização do seu "manual operacional, indicando aos operadores os procedimentos que as tripulações devem seguir em caso de informações erradas provenientes dos sensores".
Cerca de 246 aparelhos do modelo 737 MAX, a última versão do 737 com um único corredor, o avião comercial mais vendido, estão abrangidos, segundo a FAA.
Um relatório preliminar sobre as causas do acidente com o avião da Lion Air deve ser divulgado no final do mês.
Ler maisEncontrado corpo de piloto israelita desaparecido há 56 anos

O corpo do piloto israelita Yakir Naveh, que morreu em 1962 quando o seu avião se despenhou, foi localizado junto a destroços do aparelho no fundo do mar, no passado dia 25, informou hoje a imprensa israelita.
Após mais de meio século sem saber do seu paradeiro, o exército israelita iniciou em meados de outubro mais buscas, acabando por encontrar os restos mortais, que foram enviados para um laboratório forense que confirmou a sua identidade, segundo o jornal digital Times of Israel.
Em maio de 1962, o tenente Yakir Navek estava a dar instrução a um cadete do exército quando o seu avião baixou demasiado ao sobrevoar o mar da Galileia e acabou por bater na água causando a morte dos dois ocupantes.
As forças armadas encontraram um ano mais tarde o cadáver do cadete, mas não localizaram o corpo de Naveh, que tinha 23 anos na altura do acidente.
A família do piloto foi informada da descoberta dos restos mortais e o funeral será no próximo dia 13 de novembro.
Ler mais“Gold Field” Despede na RSA: Parte dos mais de mil mineiros são trabalhadores moçambicanos

Trabalhadores moçambicanos fazem parte de um grupo de mais de 1000 mineiros, da Gold Fields, que receberam cartas de despedimento na mina de Westonaria, cerca de 100 km de Joanesburgo, devido a alegadas perdas financeiras pela empresa, mas o sindicato convocou greve de protesto contra o despedimento.
A delegação do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social lamenta, mas não tem poderes para travar o despedimento.
Ler maisDuas muçulmanas preparam-se para ser eleitas para o Congresso dos EUA

Duas mulheres muçulmanas devem ser eleitas para o Congresso dos EUA nas próximas eleições legislativas de 06 de novembro, o que será uma novidade quando o discurso anti migrantes tem peso nos círculos dirigentes do país.
Ilhan Omar, uma refugiada somali, parece segura de conseguir um lugar na Câmara dos Representantes através de um círculo maioritariamente democrata no Estado do Minnesota, onde é a candidata por este partido.
Já Rashida Tlaib, nascida em Detroit de pais palestinianos, está bem posicionada para ser eleita também para a Câmara num círculo onde não tem rival.
Se forem eleitas, serão as duas primeiras mulheres muçulmanas a entrarem no Congresso, o que eleva para três o número de muçulmanos nesta instituição.
O terceiro, Andre Carson, que é negro e muçulmano, deve ser reeleito no seu círculo no Estado do Indiana.
Estes acontecimentos históricos ocorrem porém no momento em que o Conselho para as Relações Americano-Islâmicas (CAIR, na sigla em Inglês) divulgou uma subida de 21% dos crimes antimuçulmanos no primeiro semestre de 2018.
Rashida Tlaib e Ilhan Omar estão nos antípodas de Donald Trump e do seu partido republicano, designadamente opondo-se às políticas restritivas sobre imigração e apoiando um sistema de saúde universal.
"A eleição de Donald Trump foi um sinal de alarme", disse Colin Christopher, da Sociedade Islâmica da América do Norte (ISNA, na sigla em Inglês), à AFP. "Vemos agora comunidades antes ausentes das discussões publicas (...) que estão verdadeiramente comprometidas", acrescentou.
O perfil destas duas candidatas reflete a importância crescente dada pelos democratas, na era Trump, a questões quentes como os direitos das mulheres e das minorias.
Rashida Tlaib é a mais velha de 14 irmãos. Em 2008, tornou-se a primeira mulher muçulmana a entrar no parlamento estadual do Michigan.
Aos 42 anos, posicionou-se contra Trump e como campeã da causa das classes populares.
Em agosto, ganhou a primaria no partido democrata num círculo maioritariamente negro.
"O seu círculo não conta muitos muçulmanos", realçou Dawud Walid, o diretor executivo da seção do CAIR no Michigan, em declarações à AFP.
"Não creio que a sua identidade étnica ou religiosa tenha tido um grande papel na sua vitória", acrescentou.
Rashida Tlaib está consciente do caráter histórico da sua candidatura. Num discurso emotivo, depois da sua vitória em agosto, com a mãe ao lado, evocou a sua família na Cisjordânia, que segue o seu percurso de perto.
Sem adversário republicano, deve ser eleita na próxima semana para um mandato de dois anos para substituir o eleito de longa data John Conyers, que se demitiu em dezembro depois de ter sido acusado de assédio sexual e por razões de saúde.
Ilhan Omar, por seu lado, forjou-se uma identidade política progressista e defende uma educação universitária gratuita, habitação para todos e uma reforma da justiça penal.
Esta jovem, que usa o 'hijab', lenço que cobre a cabeça deixando a cara destapada, fugiu da guerra civil no seu país com oito anos de idade, antes de emigrar com a família para os EUA.
Em 2016, a jovem mulher de 36 anos conseguiu ser eleita para o parlamento estadual do Minnesota, onde vive uma importante comunidade somali.
Desta vez, apresenta-se a disputar um lugar no Congresso, num círculo dominado pelos democratas, e deve derrotar facilmente o seu rival republicano.
Se eleita, Omar vai substituir Keith Ellison, que foi o primeiro muçulmano eleito para o Congresso, em 2006.
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Moon Jae-in diz que líder da Coreia do Norte visita Seul em breve

O Presidente sul-coreano Moon Jae-in disse hoje que o líder norte-coreano Kim Jong-un visitará "em breve" Seul.
Moon não forneceu mais detalhes sobre a viagem durante um discurso sobre a economia realizado no Parlamento.
O líder da Coreia do Sul já tinha revelado que Kim Jong-un acordara visitar Seul ainda este ano, quando ambos se reuniram em Pyongyang em setembro.
Moon Jae-in também afirmou que se avizinha uma segunda cimeira entre os líderes da Coreia do Norte e dos Estados Unidos, que o Presidente chinês Xi Jinping deve visitar Pyongyang e que Kim Jong-un deve viajar para a Rússia em breve.
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