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Pacote suspeito em estação de rádio de Washington não era bomba

Uma estação de rádio de Washington ficou em alerta depois ter recebido um pacote suspeito nas suas instalações, esta quinta-feira. O edifício da estação WMAL chegou a ser evacuado mas pouco depois as autoridades indicaram que o local estava fora de perigo.
A própria rádio indicou pouco depois que receberam um pacote suspeito mas não que se tratava de nada explosivo.
Recorde-se que esta quinta-feira foram intercetados mais três pacotes com engenhos potencialmente explosivos.

Dois deles foram intercetados em instalações dos correios no estado de Delaware, dirigidos ao antigo vice-presidente democrata Joe Biden, e outro foi encontrado no escritório da sociedade de produção cofundada pelo ator Robert de Niro.

São já dez os pacotes descobertos pelas autoridades, todos dirigidos a antigos ou atuais altos cargos políticos e também figuras de renome. Não há ainda suspeitas sobre os autores das potenciais ameaças, mas todos os visados têm como denominador comum o facto de serem vozes críticas da administração de Donald Trump.

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China e a Rússia têm um telemóvel pessoal de Trump sob escuta

A China e a Rússia têm um telemóvel pessoal do Presidente norte-americano, Donald Trump, sob escuta, que o continua a utilizar apesar dos avisos dos serviços de inteligência dos EUA e assessores, segundo o New York Times.
O jornal de referência, que cita altos funcionários da administração norte-americana, revelou que apesar dos vários avisos, Trump tem até agora recusado a entregar o telemóvel.

Segundo a inteligência dos EUA, a China pretende usar o que aprende com as conversas pessoais de Trump, como o presidente pensa, que argumentos defende e quem o ouve, para ganhar vantagens nas disputas comerciais com os Estados Unidos.

"Quando o presidente Trump liga a velhos amigos num dos seus iPhones para falar (...) os espiões chineses estão sempre a ouvir", pode ler-se na notícia do jornal norte-americano.

"Os assessores de Trump já o alertaram repetidas vezes de que suas chamadas não são seguras e disseram-lhe que espiões russos também costumam espionar as chamadas", apontou a mesma publicação.

o CEO do banco de investimento Blackstone Group, Stephen A. Schwarzman, ou o magnata dos casinos Steve Wynn, são alguns dos telefonemas que a China já espiou, de acordo com o The New York Times.

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Prevalecem focos de trabalho em condições precárias e desumanas envolvendo jovens imigrantes ilegais moçambicanos na província costeira sul-africana do Kwazulu-Natal.

Fontes da comunidade moçambicana alertaram a TVM em Joanesburgo que há jovens imigrantes que trabalham em condições precárias nas regiões de Pongola, Tongaat e Newscatle.

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Agência humanitária da ONU alerta para "grande fome" no Iémen

O chefe da agência humanitária das Nações Unidas (ONU), Mark Lowcock, afirmou hoje que existe um "perigo claro e presente" de uma "grande e iminente" fome no Iémen, que pode afetar cerca de 14 milhões de pessoas.
Mark Lowcock afirmou no Conselho de Segurança das Nações Unidas que a fome pode ser "muito maior do que qualquer coisa que algum profissional nesta área viu durante toda a sua vida".

O chefe da agência humanitária declarou ao Conselho de Segurança que a situação "é agora muito mais grave" do que quando alertou para os riscos existentes no Iémen em 2017, devido ao "grande número de pessoas em risco".

Mark Lowcock disse acreditar que a estimativa efetuada o mês passado de que existiam 11 milhões de pessoas a enfrentar "condições de pré-fome" estava errada, explicando que o número será de cerca de 14 milhões, ou seja, metade da população do Iémen.

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Bolsonaro promete "limpar" o Brasil dos "marginais vermelhos"

O candidato à Presidência do Brasil Jair Bolsonaro, fez afirmações incendiárias sobre a esquerda, a alguns dias de uma vitória que parece adquirida, prometendo "limpar" o país dos "marginais vermelhos".
Grande favorito na segunda volta das presidenciais, no domingo, o candidato de extrema-direita garantiu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ia "apodrecer na prisão".

Estas afirmações, no domingo, vieram coroar uma campanha marcada por numerosos episódios de violência, designadamente agressões contra jornalistas, homossexuais e militantes anti-Bolsonaro.

O ex-capitão do Exército atacou a esquerda, ao dirigir-se a apoiantes que se manifestavam em São Paulo, através de uma mensagem em vídeo, que foi transmitida em direto a partir da sua casa no Rio de Janeiro.

Nesta ocasião, falou em "limpeza em profundidade", não deixando aos seus opositores de esquerda outra escolha além do exílio ou da prisão.

"Se esse grupo quiser continuar cá, vai ter de se submeter à lei, como todos os outros. Ou saem [do país] ou vão para a prisão. Esses marginais vermelhos vão ser proibidos [de ficarem] na nossa pátria", declarou.

Maurício Santoro, professor de Ciência Política na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), inquieta-se com a dimensão do termo 'vermelhos'.

"Quem são estes vermelhos? Os que não estão de acordo com ele? Todas as pessoas de esquerda, todos os progressistas? É um discurso de incitamento ao ódio por parte de uma corrente política", acentuou.

Bolsonaro sempre utilizou um tom agressivo para se referir aos seus adversários políticos, mas baixou ligeiramente o tom depois de se apurar para a segunda volta das eleições presidenciais, em 7 de outubro.

Esta agressividade acrescida é atribuída à vantagem que as sondagens lhe dão, ao creditá-lo com 59% das intenções de voto atualmente.

"É justamente esta vantagem que explica este tom agressivo. Ele quer utilizar a sua popularidade para fazer passar um programa extremista. Depois de ter sido ridicularizado pela esquerda durante cerca de 30 anos, ele pode agora contra-atacar", sublinhou Santoro.

O seu alvo predileto é Lula, que cumpre desde abril uma pena de 12 anos e seis meses de prisão, por corrupção, tendo sido substituído na corrida presidencial por Fernando Haddad (Partido dos Trabalhadores), após ter sido declarado inelegível.

"Senhor Lula da Silva, se você espera que Haddad se torne presidente para o perdoar, vou dizer-lhe uma coisa, você vai apodrecer na prisão", declarou, na mensagem vídeo.

"Aliás, Haddad vai também [para a prisão]. Não para lhe fazer uma visita, mas para ficar alguns anos consigo (...). Como gosta tanto dele, vocês vão apodrecer os dois na prisão", acrescentou Bolsonaro.

Para André César, analista do gabinete de consultoria Hold, estas afirmações fazem parte do "'kit' habitual" de Bolsonaro e não devem ter impacto nas intenções de voto.

"Isto não muda nada. As posições estão definidas, tanto de um lado como do outro. Mesmo que aconteça alguma coisa de grave, isso não iria mudar um resultado que parece definido", disse.

Mesmo o escândalo do alegado financiamento por empresas de distribuição massiva de mensagens anti-PT através da rede social WhatsApp não parece afetar o candidato da extrema-direita, uma situação denunciada pelo jornal Folha de S. Paulo.

"Nós vamos ganhar esta guerra. Folha de São Paulo: vocês vão deixar de ter direito ao maná publicitário do governo. Somos pela liberdade de imprensa, mas com responsabilidade", ameaçou Bolsonaro.

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