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Uma autoridade afegã disse hoje que um grupo de talibãs matou 14 soldados e fez 21 reféns na sequência de um ataque durante a noite de quinta-feira na província de Herat, no oeste do país.
O membro do conselho provincial de Herat, Najibullah Mohebi, informou que os atacantes cercaram dois postos avançados do exército na quinta-feira no distrito de Shindand.

Mohebi disse que a luta durou seis horas antes que os reforços chegassem e repelissem os extremistas islâmicos.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque, mas as autoridades responsabilizam os talibãs que, nos últimos anos, passaram a dominar perto de metade do território do Afeganistão.

Este ataque foi o último de uma série de atentados quase diários contra as forças militares e de segurança afegãs perpetrados pelos talibãs em todo o país.

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Maior extinção da história da Terra foi devido a alterações climáticas

A maior extinção da história na Terra, que marcou o fim do período permiano, há cerca de 252 milhões de anos, foi causada por alterações climáticas, indica uma investigação hoje divulgada.
A extinção no final do permiano, no fim da era paleozoica e muito antes dos dinossauros, aconteceu quando o planeta estava repleto de plantas e animais, que foram praticamente extintos.


Fósseis em rochas no leito dos mares mostram um ecossistema marinho diversificado e próspero, seguido de uma faixa de cadáveres.

Cerca de 96% das espécies marinhas foram exterminadas, sendo necessários milhões de anos para a vida se multiplicar e diversificar de novo.

Até agora têm sido debatidos os motivos que tornaram os oceanos inóspitos, se o aumento da acidez, se o envenenamento dos mares, se a falta de oxigénio ou se o aumento das temperaturas.

Uma nova pesquisa hoje divulgada, das universidades de Washington e de Stanford, nos Estados Unidos da América, combinando modelos das condições oceânicas e do metabolismo animal, com dados laboratoriais e registos paleoceanográficos, indica que a extinção em massa nos oceanos foi causada pelo aquecimento global, deixando os animais sem possibilidade de respirar.

O estudo, publicado na edição de hoje da revista científica Science, explica que à medida que as temperaturas aumentavam e o metabolismo dos animais acelerava as águas mais quentes não podiam conter oxigénio suficiente para que sobrevivessem.

"Esta é a primeira vez que temos uma previsão mecanicista sobre o que causou a extinção, que pode ser diretamente testada com os registos fósseis, o que nos permite fazer previsões sobre as causas de uma extinção no futuro", disse o principal autor da investigação, Justin Penn.

Os investigadores criaram um modelo climático com a configuração da Terra no período permiano e dizem que antes das erupções vulcânicas na Sibéria criarem um planeta de gases com efeito de estufa os oceanos tinham temperaturas e níveis de oxigénio semelhantes aos de hoje.

O passo seguinte foi aumentar os gases com efeito de estufa a um nível que as temperaturas dos oceanos também subissem e quando tal aconteceu os oceanos, no modelo, perderam 80% do oxigénio, com as zonas mais profundas a ficarem mesmo sem nenhum oxigénio.

Dizem os especialistas que a tolerância dos animais de hoje a altas temperaturas e baixo oxigénio será semelhante à dos animais do período permiano, já que evoluírem em condições ambientais semelhantes.

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Homem que fugiu de cadeia nos EUA abatido por mulher ao invadir casa

Mulher estava sozinha em casa quando fugitivo entrou no seu quarto.
Dois homens agrediram dois guardas prisionais e conseguiram fugir da cadeia na passada terça-feira.

O episódio aconteceu na cadeia do condado de Pickens, na Carolina do Sul, e as autoridades acreditam que se tratou de uma "fuga planeada".

Um dos fugitivos, Timothy Dill, foi detido a pouca distância da cadeia, após uma denúncia à polícia.

O outro detido, Bruce W. McLaughlin Jr., conseguiu fugir até chegar a uma zona residencial. Aí, conseguiu invadir uma propriedade.

Foi até à cozinha e armou-se com uma lâmina de afiar facas, dá conta o New York Times. Depois seguiu até ao quarto onde estava a proprietária da casa.

Sozinha e vendo-se encurralada, a mulher pegou na arma que tinha adquirido legalmente a baleou o fugitivo que lhe invadiu a casa. Atingiu-o com um único tiro na cabeça, o que acabou por custar a vida a Bruce W. McLaughlin Jr.

A mulher não deverá ter de se defender em tribunal. Na verdade, o xerife da polícia local chegou a elogiar o gesto da mulher. "Não se sabe o que lhe teria acontecido". afirmou.

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Encontrado um de 7 tripulantes de aviões que se despenharam no Japão

Equipas de socorro encontraram hoje um dos sete tripulantes de dois aviões norte-americanos que se despenharam no oceano Pacífico, ao largo do Japão, estando em curso as buscas para encontrar os restantes desaparecidos, disseram responsáveis.
O corpo de fuzileiros navais norte-americano informou que a colisão, pelas 2h00 (17h00 de quarta-feira em Lisboa), entre um caça F/A-18 e um avião de abastecimento KC-130, ocorreu durante um exercício de treino habitual, depois de os dois aparelhos terem levantado da base em Iwakuni, perto de Hiroshima, no oeste do Japão.

Os aparelhos despenharam-se a 320 quilómetros ao largo da costa japonesa.

O Ministério da Defesa japonês indicou que os aparelhos, com sete tripulantes ao todo, colidiram e despenharam-se no mar a sul do cabo Muroto, na ilha de Shikoku, no sudoeste do arquipélago nipónico.

A Força Marítima de Autodefesa japonesa, que enviou aviões e navios para se juntarem às operações de busca, afirmou que as equipas de socorro encontraram um dos tripulantes, o qual apresentava uma condição estável. As autoridades norte-americanos indicaram que o tripulante foi levado para um hospital, na base de Iwakuni, sem adiantarem mais pormenores.

As fontes japonesas indicaram que dois tripulantes pertenciam ao F/A-18 e os cinco restantes ao KC-130.

Esta colisão é a última de uma série de acidentes com militares norte-americanos destacados no Japão.

No mês passado, um caça F/A-18 Hornet do porta-aviões USS Ronald Reagan despenhou-se no mar a sudoeste de Okinawa, ilha no sul do arquipélago japonês, tendo os dois pilotos sido resgatados sem problemas.

Em meados de outubro, um MH-60 Seahawk, também do USS Ronald Reagan, despenhou-se no mar das Filipinas, pouco depois de ter levantado voo, causando ferimentos em uma dezena de marinheiros.

Mais de 50 mil tropas norte-americanas estão destacadas no Japão ao abrigo do pacto de segurança bilateral.

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Nações Unidas querem intensificar luta contra o plástico

A presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, a equatoriana Maria Fernanda Espinosa, afirmou hoje a sua vontade de intensificar a luta global contra a poluição de plásticos.
"Oitenta por cento dos plásticos acabam nos oceanos. Vamos entre as oito e as 12 milhões de toneladas por ano", disse a presidente, numa conferencia de imprensa em que esteve acompanhada pelo primeiro-ministro de Antiga e Barbuda, Gaston Browne.


Segundo Maria Fernanda Espinosa, até 2050 haverá "mais plástico no mar do que peixes".

"Os microplásticos são encontrados no sal e na água e, por isso, presume-se que cada pessoa no planeta tenha plástico no seu corpo", explicou.

A intensificação da luta global visa complementar os esforços já feitos, entre outros, por várias agências das Nações Unidas, frisou.

Em fevereiro, a agência das Nações Unidas para o ambiente iniciou uma campanha global, denominada '#OceansPropres', para impedir o desperdício de plástico.

Lançada na Cimeira Ocean World, realizada em Bali, na Indonésia, a campanha exorta os governos a adotarem políticas de redução de plástico, solicitando às indústrias para minimizarem as embalagens de plástico e a repensarem a conceção dos produtos, antes que os oceanos sejam irreversivelmente danificados.

A ação da presidente da Assembleia Geral visa intensificar, através das Nações Unidas, a consciencialização dos danos causados pelo plástico e limitar o uso nas suas agências.

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