Ex-juiz Moro confia em futuro ministro, suspeito de crimes eleitorais

O futuro ministro da Justiça do Brasil, Sérgio Moro, afirmou hoje à imprensa brasileira que mantém a sua confiança no futuro ministro do Governo de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, acusado de crimes eleitorais.
"Onyx tem a minha confiança pessoal. Sei do grande esforço que ele fez para aprovar as 10 medidas contra a corrupção, ocasião onde foi abandonado por grande parte de seus pares. Ele demonstrou naquela oportunidade o comprometimento pessoal, com custo político significativo, para a causa anticorrupção", afirmou o ex-magistrado no Centro Cultural Banco do Brasil, sede do Governo de transição.
A reação de Moro surge horas depois do juiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, ter autorizado investigações em separado para investigar crimes eleitorais cometidos por Onyx Lorenzoni, anunciado como ministro da Casa Civil, do futuro Governo do Presidente eleito, Jair Bolsonaro.
O futuro ministro foi citado como um dos políticos que recebeu dinheiro para financiar a sua campanha ao cargo de deputado federal (membro da câmara baixa) nos anos de 2014 e 2012, pelos executivos da empresa de produção de carne JBS.
Em 2017, Lorenzoni pediu desculpas e admitiu à radio brasileira Bandeirantes que recebeu a quantia de 100 mil reais (23 mil euros) da empresa em 2014.
Apesar de Bolsonaro ter afirmado, em novembro passado, que não aceitaria ministros com "acusações robustas" de crimes, cinco dos seus futuros governantes são ou já foram alvo de investigação: Luiz Henrique Mandetta, Tereza Cristina, Onyx Lorenzoni, Paulo Guedes e Marcos Pontes estiveram enquadrados em denúncias que envolvem, na sua generalidade, ganhos financeiros irregulares.
"Qualquer denúncia ou acusação que seja robusta, [o ministro] não fará parte do governo", afirmou o Presidente eleito numa conferência de imprensa, no dia 20 de novembro, em Brasília, segundo o site de notícias G1.
Sergio Moro, responsável em primeira instância pelos processos da operação Lava Jato tornou-se famoso após ordenar a prisão do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos por corrupção passiva e branqueamento de capitais.
O ex-juiz federal, que teve de renunciar à sua carreira de magistrado para aceder ao convite para integrar o futuro executivo do ex-capitão do exército, disse que aceitou liderar a pasta da Justiça para "implementar" uma agenda de combate à corrupção, crime organizado e violência.
Moro e Bolsonaro, que sempre assumiram uma retórica de combate ao crime, têm agora parte do futuro executivo investigado por suspeitas de vários crimes.
Ler maisPM, Carlos Agostinho do Rosário participa no evento em representação do Chefe do Estado

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, representa o Presidente Filipe Nyusi no festival Global Citizen ou seja Cidadão Global, que decorre hoje no estádio de desportos FNB, bairro do Soweto, em Joanesburgo.
Segundo o programa do evento, Carlos Agostinho do Rosário devera fazer intervenção pouco depois das 16 horas.
O festival e promovido pela Fundação Motsepe no âmbito das celebrações do centenário natalício de Nelson Mandela.
No domingo passado, a Fundação Motsepe juntou 33 congregações religiosas no estádio FNB para rezarem pela paz, contra o desemprego, pobreza e criminalidade que afectam a África do Sul.
O Primeiro-Ministro chegou ontem a noite a Joanesburgo para o festival Cidadão Global.
Ler maisViolência contra mulher: Josina Machel partilha experiência na RSA onde 8 pessoas são assassinadas por dia

Josina Machel partilhou a sua experiência de violência contra mulher com centenas de estudantes, académicos, políticos e diplomatas estrangeiros na Africa do Sul, onde pelo menos oito mulheres são assassinadas em média por dia por parceiros ou desconhecidos.
A filha de Samora Machel disse que perdeu um dos seus olhos em situação de violência contra mulher em Moçambique.
Ler maisMerkel ausente de abertura da cimeira do G20 após aterragem de emergência

A chanceler alemã, Angela Merkel, estará ausente da abertura da cimeira do G20 em Buenos Aires, após uma aterragem de emergência do seu avião oficial em Colónia, oeste da Alemanha, hoje à noite, anunciou uma porta-voz da chancelaria.
"Não vamos prosseguir hoje a viagem" para Buenos Aires, disse a porta-voz, citada pela agência de notícias francesa AFP, depois de o Airbus da governante ter dado meia-volta quando sobrevoava a Holanda, devido a um problema técnico.
Localizar outro avião oficial disponível, com a correspondente tripulação, para voar diretamente para a Argentina revelou-se impossível, pelo que a dirigente alemã e a sua delegação só seguirão viagem na sexta-feira, indicaram fontes governamentais.
O novo plano de viagem implica que Merkel pernoite em Colónia, viaje de manhã para Madrid com uma parte da sua delegação e aí apanhe um voo comercial regular para Buenos Aires.
O avião oficial em que viajava, um Airbus batizado como "Konrad Adenauer", em homenagem ao primeiro chanceler da República Federal da Alemanha (RFA), partira de Berlim às 19:00 locais (18:00 em Lisboa) e tinha cerca de uma hora de voo quando foi detetado o problema, sobre o espaço aéreo holandês, tendo aterrado em Colónia duas horas após a descolagem.
No aparelho, viajavam juntamente com Angela Merkel o seu ministro das Finanças, Olaf Scholz, e vários elementos da comunicação social, alguns dos quais informaram da anomalia ocorrida e de uma possível mudança rápida de avião, nas suas contas das redes sociais.
O atraso afetará sensivelmente a agenda em Buenos Aires da chanceler alemã, que presidiu à anterior cimeira do G20 (que reúne as 20 economias mais desenvolvidas do mundo), realizada em Hamburgo.
Merkel tinha agendados vários encontros bilaterais, entre os quais com os Presidentes argentino, Mauricio Macri, russo, Vladimir Putin, e norte-americano, Donald Trump.
Estes encontros iriam realizar-se entre sexta-feira e sábado e neles deveriam ser abordados diversos temas, não necessariamente relacionados com a agenda do G20, indicaram fontes oficiais.
O contexto da reunião com Trump são as tensões comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos, ao passo que a reunião com Putin é motivada pela nova crise com a Ucrânia.
A chefe do executivo alemão manterá também encontros com o Presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison.
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Primeiro-ministro cessante suspende presidência do partido vencedor
O primeiro-ministro cessante de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, decidiu hoje suspender as suas funções como presidente do partido Ação Democrática Independente (ADI), vencedor das legislativas de outubro, anunciou o próprio à Lusa.
"Eu decidi suspender as minhas funções como presidente do ADI", disse hoje Patrice Trovoada, numa conversa telefónica, indicando que já comunicou a sua decisão ao Presidente da República são-tomense, Evaristo Carvalho.
A decisão de Trovoada surge após a comissão política do partido ter decidido indicar o ex-governante João Álvaro Santiago para chefiar um executivo, a indigitar pelo chefe de Estado, e que o líder do partido considera não ter o perfil necessário para alcançar um governo de base alargada ou de unidade nacional, como tem defendido.
"As pessoas têm de ter a coragem de recuar. Se o líder não consegue fazer passar o seu ponto de vista, também deve ter a coragem de recuar e distanciar-se", referiu.
Patrice Trovoada revelou também que vai renunciar ao mandato de deputado, para o qual foi eleito nas legislativas de 07 de outubro, por um período "talvez de dois anos".
O ADI vai realizar um conselho nacional no próximo dia 09 de dezembro, acrescentou.
"Espero que lá se encontre um colégio que conduza as atividades do partido até ao congresso", que, na sua opinião, deve decorrer em março ou abril de 2019.
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